Durante décadas, a reposição de testosterona em homens que já tiveram câncer de próstata foi considerada um assunto praticamente proibido.

Capa informativa em azul-marinho e dourado com o título Testosterona após o câncer de próstata e o resumo visual do ensaio clínico randomizado publicado no JAMA Internal Medicine em 2026, com 136 homens, 68 no grupo testosterona e 68 no grupo placebo
Resumo visual do estudo randomizado publicado no JAMA Internal Medicine em 2026

Uma pergunta que ganha novas respostas

Mas a ciência está evoluindo. E uma pergunta importante começa a ganhar novas respostas: é possível tratar o hipogonadismo e recuperar qualidade de vida após o tratamento do câncer de próstata, sem comprometer a segurança oncológica?

Oncossexualidade em debate

Dr. Walter Moreira Fonseca, médico urologista e andrologista, tem forte atuação em oncossexualidade e teve uma participação voltada especificamente para esse tema no 3º Congresso Nacional da ABEMSS (Associação Brasileira de Estudos em Medicina e Saúde Sexual), realizado em outubro de 2026.

Certificado do 3º Congresso Nacional da ABEMSS, em outubro de 2026, atestando a participação de Walter Moreira Fonseca como debatedor da atividade de Oncossexualidade
3º Congresso Nacional da ABEMSS · Oncossexualidade · outubro de 2026

O que mostrou o estudo do JAMA Internal Medicine?

Um estudo clínico randomizado publicado em maio de 2026 no JAMA Internal Medicine avaliou 136 homens com hipogonadismo após prostatectomia radical por câncer de próstata de baixo grau. Durante o período estudado, a reposição de testosterona promoveu melhora da atividade sexual, do desejo sexual e de parâmetros de qualidade de vida. Nenhum participante apresentou recorrência bioquímica no acompanhamento do estudo. Entretanto, é fundamental destacar: esses resultados são promissores, mas ainda não comprovam segurança oncológica em longo prazo.

O que dizem as diretrizes europeias?

A Associação Europeia de Urologia (EAU), em suas diretrizes de 2026, já admite considerar a reposição hormonal em homens cuidadosamente selecionados, com baixo risco de recorrência após cirurgia, pelo menos um ano de acompanhamento, PSA inferior a 0,01 ng/mL e ausência de evidência de recidiva. Essa é uma recomendação de força fraca, que exige avaliação individualizada e acompanhamento rigoroso.

E ainda temos novidades importantes pela frente!

Está em andamento na Europa o ENFORCE Trial, um estudo multicêntrico, randomizado, de fase 3, que investiga os efeitos da reposição de testosterona sobre a recuperação da função sexual e os desfechos oncológicos após prostatectomia radical. Seus resultados poderão oferecer respostas ainda mais consistentes sobre os benefícios e a segurança dessa abordagem.

Qualidade de vida com segurança oncológica

O objetivo não é simplesmente repor testosterona. É cuidar da saúde e da qualidade de vida sem perder de vista a segurança do tratamento oncológico. A medicina evolui quando substituímos certezas absolutas por perguntas científicas bem investigadas. E você, sabia que essa possibilidade já está sendo discutida nas principais diretrizes internacionais?

Dr. Walter Moreira FonsecaUrologia | Andrologia | Medicina SexualCRM-MG 71487 | RQE 61995📍 Belo Horizonte – MG📲 Agendamentos: (31) 98470-2215 · Agenda online

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Referências científicas

  1. Bhasin S. et al. JAMA Internal Medicine, 2026 ↗
  2. EAU Guidelines on Sexual and Reproductive Health, 2026 ↗
  3. ENFORCE Trial — European Urology Oncology, protocolo publicado em 2025 ↗
Informação educativa que não substitui avaliação médica individualizada.